Guardiões da Galáxia, quando anunciado, não moveu o mundo. Até porque pouca gente conhece a saga da trupe liderada pelo “Starlord” Peter Quill. Mas conforme os trailers e posteres foram saindo, o público comprou a ideia, e com razão.
É um dos filmes que prendem não só pelas cenas de ação, mas pela história. E também, porque o filme não faz nenhuma menção de ser sério. Ele não se leva a sério. A todo momento temos uma piada aqui e ali, que não chegam a quebrar a ação, mas com certeza cortam toda e qualquer cena romântica que pode existir.
A trama conta a história de Peter Quill, abduzido da Terra em 1988, após a morte da mãe, que se junta a assassina profissional Gamora (Zoe Saldana), aos caçadores de recompensa Rocky e Groot (com vozes de Bradley Cooper e Vin Diesel), e Drax, um mercenário em busca de vingança. E como ninguém dá a mínima pra esse monte de gente, e só quer vê-los mortos (e eles também querem matar uns aos outros), a todo momento permeia a tensão e a pancadaria, com um destaque excelente pra Rocky, o cara que devia fazer par com Wolverine, de tão esquentado.
Mas conforme as coisas vão acontecendo, vemos que mesmo as decisões de uns e as burradas de outros tornam o grupo mais unido por um objetivo em comum. E esse objetivo não é salvar a galáxia.
O filme é socado de referências oitentistas, que é lançada sempre por Peter Quill. A trilha sonora é quase toda de músicas de época, de bandas como “The Runaways”, “10cc”, “Blue Swede”, e por aí vai. E é interessante notar que ninguém dá a mínima para o planeta Terra, tanto é que ela é sempre mencionada em tom de sarcasmo.
James Gunn acertou a mão ao trazer um filme que tem um tom essencialmente cômico, até porque, se fosse diferente, talvez não ficasse tão intrigante ver como aquela pataquada vai terminar. Mas mesmo assim, ao tratar dos vilões, o filme toma um tom sério e obscuro, com um destaque para Ronan (Lee Pace, tão bem caracterizado que assusta), um ser milenar que, em sua busca por vingança, acaba negociando com Thanos em troca da extinção de um planeta inteiro.
Os efeitos especiais deram conta do recado e empolgam muito. Até porque, o filme é 90% feito disso. E os tons de cores são excelentes, a paz do planeta contrastado com o tom diabólico de Ronan, a miséria da prisão estelar em comparação com o planeta “lugarnenhum”, tudo é feito com o objetivo de preparar o espectador para algum acontecimento mirabolante, cômico, incrível e completamente louco.
Chris Pratt atua em seu primeiro papel como protagonista principal, e tem um tom que tenta se assemelhar com o carimbado Robert Downey Jr. Seria interessantíssimo colocar esses dois juntos em algum filme no futuro.
Enfim, “Guardiões da Galáxia” é mais um filme da Marvel que se junta a todo seu universo cinematográfico, e dá pano para uma saga épica que se desenrola a cada filme. Para quem curte filmes de heróis, não vai se desapontar. E também é indicado para quem gosta de uma boa ficção.
RECOMENDADO AO EXTREMO!
Dica: vale muito, muito, muito a pena ficar até o final dos créditos. Principalmente para quem é fã…
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Esse filme foi muito bom. Vale a pena mesmo!!!
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