sexta-feira, 25 de julho de 2014

O PLANETA É DE NINGUÉM. MAS ISSO SÓ POR ENQUANTO…

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Quando os macacos causaram o confronto na Ponte Golden Gate, os humanos viram que os símios tinham saído do controle. Somado a isso, uma epidemia chamada “gripe símia” varreu quase a maioria dos humanos no planeta, e somente os que eram imunes ao vírus conseguiu sobreviver, em aldeias e vilarejos isolados, temendo outro ataque dos macacos que, na opinião deles, foram os causadores de tudo.

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“Planeta dos Macacos – O Confronto” segue a premissa do primeiro filme, porém, alguns anos á frente. Macacos não têm mais contatos com humanos, e grande parte do planeta já é tomada pela vegetação nativa, mostrando que os homens já não são tão numerosos sobre a Terra.

Nessa parte, há uma interpretação dúbia sobre o verdadeiro motivo do extermínio dos humanos. Mas mesmo as explicações mais lógicas são meras especulações, o que traz aquele sentimento de “qual é a verdade?”. Aliás, o filme carrega em si vários duelos de vontades, e isso faz com que ele fique mais amarrado e prenda mais o espectador, pois não temos uma história linear, no estilo “pronto, está aqui o que aconteceu”.

planeta4Enquanto o filme se desenrola, vemos uma verdadeira inversão de papéis, com humanos agindo como animais selvagens enquanto os macacos (ou grande parte deles) procuram uma conciliação. Isso eleva e muito a carga dramática, tendo em destaque “Olhos Azuis”, filho de Caesar, que presencia os dois lados da história, da mais pacífica, pregada por seu pai, a mais violenta, trazida por Koba, num dos maiores levantes que eu já vi.

Mas na verdade, “Planeta dos Macacos – O Confronto” pega um sentimento (o medo do desconhecido) e o divide em dois. E dentro dessa divisão, ainda há outra mais pungente, que traz à tona sentimentos que não são errados, e sim, irracionais (de certa forma).

E nessa torrente de acontecimentos, uma conspiração toma forma, com personagens fortes e carismáticos, que opinam sem força perante o monstro que já é personificado, tem um nome, e pior, todos os meios de se manter dominante.

O filme é extremamente bem feito, e não deixa a peteca cair em nenhum momento. Todos os diálogos servem para construir ou desconstruir uma ideia, dando ao espectador tempo para formar sua opinião (mesmo que um tanto unilateral), para mais tarde ficar em dúvida se o que está acontecendo é certo ou errado. E histórias assim, muito além dos efeitos especiais (que são um espetáculo) conseguem ter um apelo maior perante ao público que já estava familiarizado com a história clássica do piloto George Taylor.

Aliás, quem não assistiu a série clássica, é uma boa hora para conhecer a história, mesmo que esta se passe alguns anos no futuro. Isso porque mesmo ali, os velhos embates do passado ainda acontecem, de maneira mais ferrenha, e com um desfecho, no mínimo, interessante.

“Planeta dos Macacos – O Confronto”, é mais dos grandiosos filmes do ano, e merece ser visto várias vezes.

Recomendado ao extremo. porque o filme é f#$@ pra C…..!!!

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Até a próxima, pessoal!!

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