quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Tartarugas Transformers Vulcanizadas, Samurai de Prata Mãos de Tesoura, “1º de Abril’O Neil” e Paciência Samurai

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Sabe aquela teoria dos 15 anos (o que você viu com 15 anos de idade não pode ser revisto depois de um tempo)? Pois é…

Michael Bay se junta a Jonathan Liebesman (De “Fúria de Titãs 2”, para você já ter uma idéia…) e ambos decidem soltar no mercado mundial “As Tartarugas Ninja”. Dessa vez tudo foi feito diferente: sai toda a maquiagem e bonecos e entram Computações Gráficas, indicando que um filme que fez tanto sucesso nos anos 80 poderia ser revisitado e dar um grande retorno. Mas, como toda jornada começa com o primeiro passo, esse mostra ser um passo em falso, rumo a um abismo.

Michael Bay assina como produtor, mas dá pra ver que ele fez 99% do trabalho. E como os filmes de Michael Bay não fazem sucesso por causa do seu plot revelador e intrigante, dessa vez a fórmula serviu (e muito) para entregar um filme tão superficial, forçado, chanchado e pouco carismático, que eu (que não sou disso!) estava me perguntando quando aquilo tudo ia acabar.

E a todos que amam a história das 4 tartarugas, aqui vai uma dica que vai salvá-los de ter um derrame dentro do cinema: não, a história não foi aquela propagada no começo (que as tartarugas teriam origem alienígena). Sim, é muito, muito, muito pior. MUITO MUITO PIOR MESMO!!!

O filme tira totalmente a carga dramática da história original, de tal forma que sequer começamos a entender o que as tartarugas têm a ver com o Clã do Pé, já que, se tais criaturas vivessem nos esgotos comendo pizza e prendendo batedores de carteira, seriam infinitamente mais felizes. O que se tem é uma total inversão do roteiro, coisa que será bem entendida para quem se aventurar a assistir.

Já que a explicação inicial já tinha sido uma furada, o que nos resta é ver as animações em computação gráfica dos quatro irmãos, certo? Errado!!! O filme caracteriza-se também pela total falta de escala nos personagens, (como caudas que esticam, personagens que não conseguem sustentar o próprio peso com uma mão só, mas que conseguem dar impulso para levantar 3 pessoas de uma vez, e … tartarugas emborrachadas?!?!) sendo que o único que se destaca na obra é Rafael, que eu e meu amigo Ruy (que eu arrastei pra ver comigo), concordamos que ficou muito bem feito, e com uma dose de fúria que assusta.

Por último, mas não o pior, temos o Destruidor. QUE DIABOS É AQUILO?!?! Um misto de Samurai de Prata (“Wolverine Imortal”) com Edward Mãos de Tesoura e com a cara de Lord Zed (Power Rangers). Tenho certeza que aquele traje deveria ser um “Transformer” que ficou de fora do filme porque não dava espaço. E por falar em espaço, ai…

Michael Bay conseguiu repetir o erro do primeiro e segundo filme da série dos Autobots, com cenas de luta tão rápidas e tão de perto que sequer notamos quem está batendo em quem e porque, e com o que, e como. Ou seja, o que seria um dos atrativos do filme acabou tornando-o mais cansativo ainda. E eu falo “outro”, porque o alívio cômico de Michelangelo está tão forçado e insosso que somente UMA piada se salva.

Não vou nem entrar no quesito “elenco”, porque ele é completamente ridículo e pífio. Parece que todo mundo sabia que quem tinha que atuar bem era a computação gráfica e nem se esforçaram em atuar.

“As Tartarugas Ninja” é um filme deplorável, o pior filme que eu vi este ano, me arrependo amargamente de ter visto no cinema. Destruiu minha infância de tal forma que vou procurar os 2 primeiros filmes e assistí-los aos prantos.

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FUJA!!!!

Um comentário:

  1. Como brinde e para que todos evitem cair em curiosidade vou deixar a unica pala interessante do filme:
    Quando as tartarugas estão caindo de um prédio em uma queda extremamente longa Leonardo propõe que todos contém algo de grande efeito moral que nunca haviam revelado. Donatelo assume que era ele quem comia o recheio dos biscoitos e depois os recolocava no pacote (os biscoitos, não o recheio); em seguida é a vez do "ouro", da "pala mágica", Miquelangelo diz em tom sério e sincero: " Eu nunca entendi o final de lost!"; Rafael faz uma fala dramática sobre amor familiar e a queda eterna chega ao fim sem causar nenhuma lesão aos tigre-d'agua e nem a humana magricela e morena.

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