terça-feira, 30 de julho de 2013

OBLIVION: MATRIX; 2001 – UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO; LUNAR E A CRISE DOS FILMES DE FICÇÃO

Oblivion-Poster

Oblivion – Esquecimento, oblívio.  Diferente das coisas que escapa da nossa memória em determinado momento, “Oblivion” significa o esquecimento eterno de alguma coisa.

Jack Harper trabalha para a estação 4-9, com sua esposa, Vika. Dentro de 2 semanas eles serão transferidos para outra missão em Titã, a maior lua de saturno, lar dos remanescentes do apocalipse provocado pelos “Carniceiros”, quando destruíram a Lua em 2017.

O trabalho de Jack é simples: rastrear os drones sabotados constantemente pelos Carniceiros, e consertá-los. Todo esse trabalho é reportado a Sally, sua superiora, que mantém contato, na maior parte do tempo, com Vika.

Em uma missão de rotina, Jack vê uma nave de reconhecimento caindo na Terra, e ao chegar, nota que a maioria da tripulação está viva. O que mais chama a atenção dele é Julia Razikova. Jack não sabe como e nem porquê, mas ele a conhece. De algum lugar. De algum tempo. Antes do apocalipse.

Oblivion é um filme que foi bastante injustiçado, assim como a maioria dos filmes atuais de ficção científica. A história do filme pode ter suas falhas, mas não chega perto do fracasso total. Ele é um crescendo cinematográfico exposto de forma fragmentada pelo diretor. Um exemplo disso está no ambiente cirurgicamente limpo da Base 4-9, com cenários claros, bem definidos, sem som, nos remetendo à paz de espírito de uma missão que está prestes a acabar. Conforme os minutos vão se passando, e Jack tem cada vez mais contato com locais que existem somente em suas memórias, as cores leves dão lugar a manchas, borrões, paredes caídas, areia preta, mostrando que toda a sujeira do filme está para ser revelada. Até mesmo os drones passam de máquinas simples a verdadeiros algozes, com cenas de batalhas incríveis.

Mas claro, o que acontece é uma das duas alternativas: Ou o diretor Joseph Kosinski demorou para levar às telas suas idéias da “Graphic Novel” que nunca foi lançada, ou se Hollywood apóia-se mesmo nas releituras de tramas exploradas em outras obras. Isso porque é IMPOSSÍVEL não se lembrar de “HAL” (2001 – Uma Odisséia no Espaço), agente Smith (Matrix), ou de Sam Bell (Lunar). Todos os ingredientes estão ali, estampados na tela, na nossa cara.  Não que isso deprecie o filme, de forma alguma, eles servem para dar o gancho para o final da história, pois sem eles, nem a trama do filme existiria.

Só que nem sempre quando a trama também quer fugir do corriqueiro e trazer algo de original, ela é aceita com bons olhos pelo público. Exemplo disso é o (excelente) Prometheus, que trarei a resenha em breve. O filme brinca com toda a evolução da história, mas ficou meio execrado JUSTAMENTE por não trazer os detalhes que foram expostos nos filmes anteriores. Irônico, não?

Gostaria de discorrer longamente sobre a história desse filme, mas seria revelar spoilers demais. Posso adiantar que “Oblivion” não reinventa a roda, não descobre a cura do câncer nem nada, mas será uma experiência bastante proveitosa para quem se aventurar. O filme contou com uma equipe de fotografia excelente, e os efeitos são show de bola.

Nota: 8,5

Um comentário:

  1. Excelente, muito bom. Uma história cliche, mais contada de forma coesa e sincera para que ninguém ficasse sem entender com dialogos dificeis e cheios de "maneirismos"...Ação muito bem encaixada e sem muitos exageros... Vale a pena assistir....

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