"Argo" é o nome de um filme de ficção que nunca existiu. E também é o nome da história real de uma farsa que salvou 6 vidas. Sinônimo de uma operação conjunta que ficou em segredo por mais de 10 anos.
A situação no Irã não é das melhores quando, em 1979, revolucionários invadem a embaixada americana em retaliação ao asilo do Aiatolá Khomeini para tratamento de câncer. 6 funcionários da embaixada conseguem fugir, mas a situação fica a cada dia mais crítica, fazendo com que a CIA planeje uma retirada estratégica.
Tony Mendes é o encarregado da exfiltração dos funcionários, arrumando um pano de fundo que consegue convencer a todos: a busca de locações para um filme de ficção científica chamada "Argo", e para tanto, seus 6 ajudantes o auxiliarão nessa tarefa.
Quando fiquei sabendo dessa história, achei difícil de acreditar. Somente após assistir alguns documentários, fiquei realmente convencido dessa manobra corajosa de Tony Mendes para retirar do território hostil seus compatriotas.
O filme vem para alavancar de vez a carreira de Ben Affleck como diretor (seu trabalho anterior foi o excelente "Atração Perigosa"). E mais digno de louvor é a sua capacidade de atuação, que agora está mais afiada do que nunca.
O elenco também é incrível! Alan Arkin e John Goodman encarnam um produtor e um assistente de efeitos especiais, respectivamente, e são o pilar da história, com piadas bem sacadas, o bom humor eterno desses dois monstros e toda a familiaridade com o cenário hollywoodiano da época.
Já a parte tensa do filme tem outros nomes de peso: Bryan Cranston (da série aclamada "Breaking Bad"), Victor Garber (velho de guerra, atuou em um monte de filmes e séries), Kyle Chandler ("A Hora Mais Escura" e "Super 8"). Todos trazem o drama estampado no rosto, enquanto a história atinge seu clímax.
Um filmaço, recomendadíssimo.

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