Aliás, aceito propostas diversas sobre o que o povo gostaria de ver aqui na sessão, então mande seus pedidos!
E nessa sessão eu vou falar de alguns filmes que, embora sendo antigos, ainda são lembrados hoje em dia, seja com remakes, seja com menções, ou simplesmente porque tem um monte de gente que curte muito aquelas obras. E nada melhor do que começar com uma das obras primas dos anos 80 que é …
GREMLINS
Esse nome, “Gremlin”, é de uma lenda saxã de bichinhos nada dóceis, e extremamente diferentes do exposto nessa obra de Steven Spielberg. Pra se ter uma idéia, “Gremlin” vem do antigo Grëmian, que significa irritar ou incomodar. Exemplo disso é o episódio de Twilight Zone, “Tem um Gremlin na asa”, onde Willian shatner passa mal com a criatura que está tentando derrubar o avião.
Mas Steven Spielberg não quis saber de muita coisa a esse respeito, pelo menos no começo. Rand Pelitzer acaba comprando um Mogwai numa loja de artigos chineses, contra a vontade do proprietário. Mas o neto do velho avisa que há 3 regras que não podem ser quebradas:
- Não o coloque em contato com a água;
- Não o exponha a luz forte;
- E nunca, jamais o alimente depois da meia-noite.
Quando o filho de Rand, Billy, recebe o bichinho, coloca o nome de Gizmo, e parece que seguir as regras, pra ele, é coisa de gente careta. Logo, em menos de 20 minutos de filme, ele quebra todas as regras, e então, surgem os Gremlins, criaturas odientas e irritantes, além de maldosas, que saem pela cidade na noite de natal para detonar tudo que vêem pela frente.
O filme usou o orçamento de US$ 11,000,000 e arrecadou, na estréia, um pouco mais do isso (US$ 12,511,000). Após isso, foi só alegria. O resultado da exibição, até metade de 1985, chegou a um pouco mais de 300 milhoes de dólares! E ainda rendeu pano para mais um filme em 1990, que apesar de ser tão divertido quanto o primeiro, não atingiu os mesmos números.
Gremlins para mim foi o caso de um filme que atualmente seria considerado trash, mas que fez um sucesso estrondoso. Tudo naquele filme ficava marcado na memória: a música tocada por Gizmo, a fofura do personagem, os odientos bichinhos e todas as suas loucuras e a música tema.
ATUALMENTE…
Os estúdios Warner já mantém negociações com Steven Spielberg para uma nova sequência desde o começo do ano, inclusive já estão conversando com o diretor Seth Grahame-Smith, diretor de “Sombras da Noite”, para ficar à frente desse projeto. Vamos ver como fica.
CURIOSIDADE ESTRANHA
A música tema de Gremlins foi usada pela Globo na chamada televisiva de “Alf – O E.Teimoso”.
THE WRAITH – A APARIÇÃO
Um piloto desconhecido, que é envolvido num racha onde quem perde acaba mal. Nesse confronto, Jake (interpretado por Charlie Sheen) é morto pela gangue de Packard Walsh (Nick Cassavetes, hoje atua mais como diretor). Após isso, um piloto misterioso, dirigindo um M4S Turbo Interceptor, com poder sobrenatural de se reconstruir após os acidentes, começa a desafiar cada integrante da gangue de Packard, deixando todos com medo da estranha figura.
The Wraith – A Aparição foi o primeiro filme de corridas de carro que eu vi, e embalado por músicas de Ozzy Osbourne, Motley Crüe e Billy Idol, foi impossível não ficar alucinado com todas as cenas de corrida. Além disso, a história é muito boa, e os efeitos (pra época) eram ótimos.
O filme não foi lá um sucesso de público e de mídia, mas serviu para mostrar que, nos idos de 1980, Donald Toretto não teria chance.
ATUALMENTE…
Apesar de muita gente pedir, implorar, suplicar por um remake, ninguém parece interessado nisso. O diretor Mike Marvin disse que há um roteiro pronto para sequência, mas não recebeu propostas. É uma pena.
CURIOSIDADE (NÃO TÃO) ESTRANHA…
O filme conseguiu chamar mais a atenção pela trilha sonora do que pela história em si. De qualquer forma, as duas coisas são ótimas.
ROBOCOP
Impossível não incluir esse filme na lista. Muitas cenas desse filme ficaram gravadas na memória por muito tempo.
Alex Murphy era um policial novato que foi brutalmente assassinado em uma emboscada pela gangue de Clarence Boddicker. Usando uma jogada burocrática, o corpo de Alex Murphy é escalado pela OCP para o projeto “Robocop”, de Bob Morton, como alternativa à malfadada performance de Ed-209, de Dick Jones.
A partir daí, surge o Robocop que todos conhecem, prendendo bandidos onde quer que estejam e trazendo justiça à tão devastada Detroit.
Esse filme é um clássico absoluto porque, além de toda a violência, há um background incrível construído para o filme. As nuances sobre a recuperação da memória de Alex, a disputa entre Bob Morton e Dick Jones, a disposição da oficial Lewis, parceira do falecido Alex em descobrir a identidade do andróide, tudo foi muito bem explorado, num filme denso e policial que marcou época.
O filme foi feito com orçamento de 8 milhões de dólares e arrecadou 53 milhões só nos EUA. Pensando nisso, foi feito uma sequencia, escrita pelo “Mago” Frank Miller, mas que foi tão mexida e remexida pelos empresários que hoje em dia ele não gosta nem que citem “Robocop” na sua frente. E depois disso foi só ladeira abaixo, com um merchandising que foi do supremo ao ridículo, com bonecos, máscaras, jogos, desenhos, continuações terríveis, uma série de TV absurdamente chata e por fim, a “Geladeira”.
ATUALMENTE…
Com essa safra de remakes servindo para trazer algumas coisas boas de volta, José Padilha (Tropa de Elite) assina como diretor em Robocop – A Origem, que tem data de estréia para 21 de fevereiro no Brasil. Vamos ver como fica.
CURIOSIDADE(S) ESTRANHA(S)
Robocop passou de ícone da violência no combate ao crime a um perfeito imbecil, e pior que isso era a tonelada de absurdos que apareciam nas telas: Robôs samurais, Robocop voador cuidando de uma menininha metida a nerd, um Alex Murphy que não matava ninguém na série, com um inimigo caricato ao extremo. Meu Deus…
No trailer oficial de lançamento de Robocop, ouve-se a trilha sonora do Exterminador do Futuro. É isso que dá quando a mesma companhia faz os 2 filmes…
O EXTERMINADOR DO FUTURO
O Exterminador do Futuro foi um dos filmes que iniciou a corrida para a mudança de toda uma geração de efeitos especiais. Digo “Iniciou” porque todo o aparato de efeitos especiais utilizados em sua sequência foram usados como referência, tamanha perfeição.Em um futuro pós apocalíptico, onde Skynet, uma máquina, adquire consciência própria e promove uma guerra nuclear, uma resistência humana liderada por John Connor é a última barreira para controle completo do mundo. Usando toda a tecnologia, Skynet consegue mandar de volta no tempo um Exterminador, CS-101 (encarnado por Arnold Schwarzenegger) com o intuito de impedir o nascimento de John matando sua mãe, Sarah Connor. Mas a resistência consegue invadir o laboratório e manda Kyle Reese para encontrar Sarah e colocá-la a salvo do ciborgue, custe o que custar.
O filme é excelente. A história foi muito bem arquitetada, os efeitos da época até que não decepcionaram, James Cameron mostra que sabe mesmo fazer um filme de ficção científica. Os personagens são muito carismáticos, com ênfase para Linda Hamilton, que interpreta Sarah Connor. Toda a espiral de eventos vai moldando o que John Connor lembra de uma mulher guerreira, que pretendia resistir até o último segundo para salvar a humanidade.
O filme usou um orçamento de 6,4 milhoes e arrecadou, nos EUA, 38 milhões. No mundo, arrecadou mais 40 milhões. Foi pano pra manga para sua continuação “Exterminador do Futuro 2 – O Julgamento Final”, que teve efeitos de tirar o fôlego, um dos melhores vilões de todos os tempos e é uma dos melhores filmes que eu já vi no cinema.
ATUALMENTE…
Depois de Exterminador do Futuro 2, a sequência caiu de produção, já mostrando os efeitos do cansaço no roteiro, ampliado pela urgência que Hollywood tinha em fazer outro “arrasa-quarteirão”. Isso ocasionou um filme fraco, personagens sem profundidade alguma, sobrando para Schwarzenegger carregar o filme nas costas, sem muito sucesso.
Em 2008 surgiu “Terminator – As Crônicas de Sarah Connor”, uma série televisiva que durou 2 temporadas, e contava com uma andróide enviada para o passado para ajudar John e Sarah a achar respostas sobre como destruir Skynet. A série foi até interessante, mas deixou algumas pontas soltas.
Em 2009 surge “Exterminador do Futuro – Salvação”, que mostra a guerra contra skynet já avançada, e John Connor lutando para acabar com a ameaça. O filme foi até legal.
Já há planos para uma nova trilogia do Exterminador do Futuro, que será um “reboot” da franquia já conhecida por todos. Só nos resta esperar e rezar.
É isso ae, a sessão meia entrada fica por aqui, semana que vem tem mais. Se quiser pedir algum filme, ou indicar alguma coisa que queira ver nessa coluna, mande um e-mail para pharmatattoo@hotmail.com.
Falou pessoal, até a próxima.
Todos excelentes. Espero que as sequências ou remakes não decepcionem... Concordo com vc nos filmes Robocop e Exterminador do Futuro... No caso do Robocop, depois do segundo filme, que na minha opnião é maravilhoso - até hoje me lembro de ir no cinema assistir esse filme, cinema lotado, audio no talo de tão alto e muita gritaria- o resto é lixo do mais fedido... Espero que o Padilha não cause mais estragos.... No caso do Exterminador as sequências são até assistiveis mais nada de super... E cá entre nóis o Arnold já deu o que tinha que dar... Ele esta bem velho e claramente cansado....Abraços...
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