Estréia hoje no circuito nacional o novo filme da série “Heróis Marvel”.
Thor – Mundo Sombrio é uma continuação natural de Vingadores, porém aqui cabe um enorme adendo: Thor não embarca na onda do filme que misturou todos os personagens, mesmo que o vilão tenha sido o irmão do protagonista. Eles fazem remissões ao filme, até mais do que o (terrível) Homem de Ferro 3, mas de qualquer forma não deixa saudades. Assim como a S.H.I.E.L.D.. Aliás, obrigado por não aparecer, Samuel L. Jackson!
Bom, o filme embrenha-se corajosamente no universo dos Asgardianos, suas histórias e toda a corrente de tempo que monta a alegoria do filme. Ele não se preocupa taaaanto em narrar o acontecimento, tampouco lança tudo na tela e diz “pronto”. O cuidado em montar os elfos negros liderados por Malekith foi digno de nota, a luta nos tempos de outrora foi incrível e toda a amarração do filme pareceu bem cuidada.
Vindo para os tempos atuais, a humanidade e os asgardianos passam por um período complicado, que é a “convergência”: tempo em que todos os mundos entrariam em sincronia e abririam um portal entre as dimensões de Yggdrasil. Thor está ocupado tentando restabelecer a paz entre todos os reinos, após a traição de Loki, que está preso. E na Terra, Jane Foster e sua amiga Darcy encontram uma anomalia e Jane acaba tendo contato com o Éter, substância criada pelos Elfos Negros e que poderia acabar com todos os reinos.
Alertado por Heimdall, Thor parte para a Terra e resgata Jane, levando-a para Asgard e ali ela tem contato com toda a família Asgardiana. descobre que o Éter pode matá-la a qualquer momento. Em outro ponto, Malekith planeja uma invasão a Asgard depois de pressentir que o Éter foi redescoberto.
A história só pode ser contada até aí, até porque o resto é Spoiler.
Toda a parte técnica foi trabalhada com maestria, mantendo o mesmo tom do filme anterior, dirigido por Kenneth Brannagh. Só que a história deixou de ser meio “meh”, pra se tornar uma rede de intrigas, levando Thor a convocar antigos inimigos e planejar (novamente) desobedecer seu pai. Os atores do primeiro longa foram mais utilizados, como Frigga, interpretada por Rene Russo, que continua sempre linda. Anthony Hopkins como Odin mostra-se um Rei preocupado com a sobrevivência do Reino a qualquer custo, mesmo que isso transforme Asgard em um rio de sangue. E Heimdall está espetacular. Finalmente Idris Elba mostrou o talento que tem, em uma das melhores cenas do filme.E Darcy... ai ai, Darcy... eterna Darcy... Linda demais, e completamente debochada. Uma deusa na Terra.
Alan Taylor, conhecido pelo seu (fodástico) trabalho em “Os Sopranos”, não desaponta e manda uma conspiração muito bem amarrada. Devo dizer que os dois destaques supremos foram Tom Hiddleston e Christopher Eccleston, como Loki e Malekith. Nesse filme é mostrado a verdadeira intenção do filho bastardo de Odin, e como ela pode diferir do intuito do Elfo Negro. E Loki, finalmente, foi usado como o verdadeiro Deus Brincalhão. Todos os diálogos dele são carregados de sarcasmo contundente, sem poupar sequer as pessoas que ama. É assim que ele merecia ter sido retratado no primeiro filme e em “Os Vingadores”.
O terceiro ato foi majestoso, ao contrário dos outros filmes de super herói que estão aparecendo, que ficam mornos pra caramba. Foi difícil não rolar de rir em algumas cenas e nem prender a respiração em outras. Inclusive, teve uma ou duas cenas que eu gritei como louco dentro da sala.
Enfim, “Thor – Mundo Sombrio”, na minha concepção, foi o filme que massacrou a concorrência, colocando-o entre os 3 melhores filmes de Herói dessa geração. Extasiante.
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