quarta-feira, 7 de agosto de 2013

SESSÃO MEIA-ENTRADA #2 – FILMES PARA AQUECER O CORAÇÃO

sessao meia-entrada Bem vindos à segunda edição do “Sessão meia-entrada”!

Nessa sessão eu vou falar sobre alguns filmes de drama do passado que são obrigatórios para todos que gostam de um filme emocionante. Então pegue a pipoca, coloquem o lenço de papel perto do sofá e vamos em frente!

 

 

 

 

 

CONDUZINDO MISS DAISY

CONDUZINDO MISS DAISY

  Conduzindo Miss Daisy é um filme daqueles que fazem você se sentir confortável com o desenrolar da história.

Quando o Sr. Hoke aceitou a proposta de emprego como motorista da mãe de Boolie, ele não sabia a pedreira que iria enfrentar. A Sra. Daisy era durona, ranzinza e independente. Ela simplesmente não aceitava o fato do filho a tratar como uma velha, mesmo que as razões dele tenham sido até altruístas.

No dia-a-dia complicado com a Sra. Mandona, Hoke consegue adotar um modo todo próprio para se mostrar solícito a patroa, até que ela começa a aceitá-lo primeiramente como empregado, depois como um companheiro de viagens e, por fim, o seu melhor amigo.

Morgan Freeman brilha nesse filme, como uma pessoa tão humilde que atrai a simpatia de todos. Seu modo de falar considerado “insolente” pela Sra. Daisy é justamente o ponto que acaba conquistando sua amizade. E Jessica Tandy é uma pessoa tão incrível, possuidora de um talento tão inato que eu sinceramente, imaginava-a agindo e falando como a própria Daisy.

Não pense que esse filme é somente uma história sobre amizade. Há questões culturais e raciais latentes que permeiam toda a história, mesmo que não tão “na cara” como outros filmes. Acho que, quando o diretor adotou essa postura, conseguiu chamar mais a atenção pela simplicidade do que com diálogos demorados e aprofundados, com flashes de memória e coisas assim.

“Conduzindo Miss Daisy” custou o valor de US$ 7,500,000 (valor corrigido), e até 2004, já tinha rendido US$ 145,000,000 em todo o mundo. Foi vencedor de 4 Oscars, por melhor atriz (Jessica Tandy), melhor roteiro adaptado, melhor maquiagem e melhor filme.

RAIN MAN

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Rain Man, para quem não sabe, é baseado na história real de Kim Peek, inventor do Código Savant, que dentre outras habilidades, tinha decorado toda a bíblia, todas as obras de Shakespeare (essa aqui ele já tinha conseguido aos 16 anos), num acervo total de nada mais, nada menos que 12.000 livros.

Ao saber que seu pai tinha falecido, Charlie Babbitt descobre que sua fortuna tinha sido dada como herança a um irmão que nunca conheceu, e que estava internado num hospital para doentes mentais. O que sobrara para Charlie era somente um carro, xodó de seu pai, e umas rosas premiadas. Insatisfeito com a situação e determinado a manter o estilo de vida emergente em Nova York, Charlie parte para o hospital e leva Raymond a uma viagem, no intuito de brigar na justiça pela sua parte na herança, que acredita ser maior do que o que fora deixado.

A relação dos irmãos era conturbada, pelo menos no ponto-de-vista de Charlie. Raymond estava há tanto tempo condicionado à sua vida no hospital que toda a confusão que criou na viagem era justamente por causa disso. Os horários impostos pelos enfermeiros, somado à alienação do personagem a qualquer coisa que acontecia à sua volta foi motivo para verdadeiras dores de cabeça para seu irmão, que tentava a todo modo agradá-lo.

Todos os pontos do filme são muito bem amarrados, inclusive detalhes sobre a internação de Raymond. A parte do Cassino em Las Vegas é, até hoje, reverenciada pelo cinema e os fãs dessa arte.

Barry Levinson sabe conduzir o filme de uma forma magistral, e Tom Cruise até tentou dar alguma profundidade ao personagem, mas não chegou sequer aos pés de Dustin Hoffman, numa de suas melhores atuações, como o autista Ray.

Rain Man teve um orçamento de US$ 25,000,000 e uma estréia modesta, arrecadando somente US$ 7,500,000. No entanto, a arrecadação final do filme ficou em US$ 384,000,000 em todo o mundo.

Rain Man é um filme sublime, com um ótimo elenco e uma história completamente envolvente.

A COR PÚRPURA

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Quando crianças, tudo que Cellie e Nettie queriam é achar um meio de fugir do pai violento e permanecer juntas pelo resto da vida. Porém, após ser estuprada pelo pai e engravidado de duas meninas, é entregue nas mãos de “Mister” Albert, que consegue ser três vezes pior que o homem que ela encarava antes. Além de ter suas filhas arrancadas de sua convivência, Albert expulsa Nettie da sua casa, deixando-a a própria sorte, numa das cenas mais emocionantes que eu já vi.

O que mantém Cellie lúcida são as cartas que ela escreve. Todo o convívio que tinha com Albert, homem desprezível que nutria uma relação com Shug Avery, uma cantora de Cabaré, era relatado ali, de uma maneira simples e direta. Ela também relatava o dia-a-dia de Harpo, filho de Albert, e seu relacionamento com a espevitada e sangue quente Sofia (interpretada por Oprah Winfrey). E Sofia era mesmo corajosa! Com ela não tinha tempo ruim e ela saía no braço com todo mundo.

O filme, apesar de extremamente carregado de violência e opressão, consegue aliar uma dose de esperança, principalmente quando Celie se torna amiga de Shug, e nutrem uma amizade incrível. A história é tão maravilhosa, e tão bem contada, que quando os surpreendentes eventos finais começam a se desenrolar, sente-se a nostalgia típica de uma viagem que está chegando ao fim. É o tipo que filme que é proibido esconder a emoção e faz com que muito marmanjo acabe “suando pelos olhos”.

A Cor Púrpura foi orçado em US$ 15,000,000 e teve rendimento final de quase US$ 95,000,000 em todo o mundo. Apesar de ser indicado em praticamente todas as categorias no Oscar de 1986, não levou nenhuma estatueta, mas ganhou o Globo de ouro de melhor atriz (Whoopi Goldberg) e o BAFTA 1987 com melhor filme. Se ainda não viu esse filme, não perca tempo.

MUITO ALÉM DO JARDIM

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Após ser atropelado por Benjamin Rand, a vida de Chance, que passara a vida inteira dedicando-se a cudar do jardim da casa onde residia e assistir muita televisão, muda completamente. O que acontece é que Benjamin é um magnata e o leva para viver consigo em sua mansão, com sua esposa extremamente mimada, Eve.

Chance incorpora totalmente tudo o que assitira na T.V. ao longo da vida, e usa isso a todo momento, seja quando é pedido conselhos, ou quando é convidado a ter um momento “romântico” com Eve, esse um dos momentos mais hilários de todo o filme.

Mas o que cativa a todos na história é a simplicidade com que Chance usa seus conhecimentos, acabando por ajudar a todas as pessoas que aparecem pelo caminho, numa perfomance tão espetacular, tão ímpar e sensível que somente o mestre Peter Sellers poderia imprimir a um personagem. O final do filme, na minha opinião, está entre os melhores finais que eu já vi.

Muito além do Jardim é um filme que evoca muita compaixão, e mesmo que outros atores tenham tentado incorporar um personagem humilde e despojado de toda ganância humana, nenhum conseguiu fazê-lo com tanta maestria. O elenco também é excelente, com Melvyn Douglas, Shirley MacLaine e Jack Warden. Confira!

Bom, é isso aí. Não deixem de comentar, compartilhar e seguir o blog. Abraços e até a próxima!

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